Em 2010, o telescópio de raios gama Fermi, da NASA, revelou uma imagem impressionante de duas bolhas – cada uma com 25 mil anos-luz de altura (juntas medem cerca da metade do diâmetro da nossa galáxia) – que emergem do centro da Via Láctea, uma de cada lado do plano galáctico.
As bolhas emitem energia em forma de raios gama equivalente à 100 mil supernovas (colossais explosões de estrelas massivas), mas sua origem é um mistério. Uma sugestão é de que os ventos cósmicos, feitos de gases e partículas produzidas durante intensos episódios de formação de estrelas, sopram essas bolhas de Fermi, mas o mecanismo exato não está claro.
Outra possibilidade levantada foi de que as bolhas surgiram pela atividade do buraco negro supermassivo localizado no centro da nossa galáxia, que possui uma massa de 4 milhões de sois.
Agora, um estudo do astrofísico Brian Lacki, afirma que as bolhas são o resultado de ventos cósmicos viajando até pararem abruptamente.
Esses ventos se movem a mais de 1.000 quilômetros por segundo. Lacki sugere que eles chegam à uma parada súbita, quando sua pressão é igual à pressão do gás em torno deles. A transição abrupta de velocidades supersônicas para velocidades subsônicas cria uma colossal onda de choque, originando as bolhas Fermi.
A teoria pode resolver outro mistério: a origem dos energéticos raios cósmicos que atingem a Terra. Lacki diz que as partículas carregadas, aceleradas pela onda de choque, ficam presas pelos campos magnéticos na bolha. Elas viajam ao redor dos campos até que se tornam tão enérgicas que são ejetadas das bolhas em todas as direções, sendo que algumas delas atingem a Terra. [NewScientist]

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