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23 de janeiro de 2014

Uma nova imagem da Nebulosa da Lagoa


Esta nuvem gigante de gás e poeira, além de estar formando estrelas jovens intensamente brilhantes, alberga no seu interior enxames estelares jovens. A imagem é apenas uma pequeníssima fração de um dos onze rastreios públicos que estão sendo realizados pelos telescópios do ESO. No seu conjunto, estes telescópios estão obtendob uma vasta quantidade de dados, que vão sendo postos à disposição da comunidade astronômica do mundo inteiro.

Como alimentar uma nave espacial com um buraco negro artificial


Um dos grandes problemas com a exploração espacial é o transporte de combustível. É uma grande bola de neve: para ir mais longe, é necessário mais combustível, que é pesado e reque muito espaço; assim, são necessárias naves maiores que, por seu tamanho e peso, precisarão de ainda mais combustível para se locomoverem. Justamente por ser um impedimento tão significativo, não falta gente tentando superar esse obstáculo.

18 de janeiro de 2014

Transmissão ao vivo: Sonda Rosetta visitará o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko



Uma das missões mais ambiciosas da história espacial entra em sua fase decisiva na próxima segunda-feira, quando a sonda Rosetta despertará de anos de hibernação para seguir o rastro de um cometa.
"O mais importante despertador do Sistema Solar" vai por fim ao longo sono da sonda Rosetta às 08h00 do dia 20 de janeiro (horário de Brasília), preparando-a para um encontro histórico nos confins do espaço, informou a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).

Ventos cósmicos supersônicos criam gigantes bolhas galácticas

Em 2010, o telescópio de raios gama Fermi, da NASA, revelou uma imagem impressionante de duas bolhas – cada uma com 25 mil anos-luz de altura (juntas medem cerca da metade do diâmetro da nossa galáxia) – que emergem do centro da Via Láctea, uma de cada lado do plano galáctico.

17 de janeiro de 2014

8 coisas que você precisa saber sobre buracos negros


1. O tempo não existe em buracos negros

Um buraco negro é um lugar onde a gravidade é tão grande que acontece a dilatação gravitacional do tempo. Isto faz com que o tempo pare em um buraco negro. Isso forma um horizonte de eventos que delimita o ponto sem retorno. Se um objeto (ou mesmo a luz) o ultrapassa, nunca mais reaparecerá. Essa é a definição básica de acordo com a teoria da relatividade geral de Einstein.

Pesquisa brasileira encontra a mais velha estrela “gêmea” do Sol

Dentro de alguns bilhões de anos, o Sol vai morrer. Mas até lá, a missão dos astrônomos é tentar entendê-lo melhor e desvendar alguns mistérios que o universo ainda guarda. Uma equipe internacional liderada por cientistas do Brasil acaba de anunciar mais um avanço rumo à conclusão desta tarefa. Trata-se da estrela HIP 102152, uma espécie de “irmã gêmea” do Sol.

Como assim irmã gêmea? É assim que a astronomia trata estrelas que têm a mesma massa e composições químicas similares. No caso, a HIP 102152, que fica na constelação de Capricórnio, a 250 anos-luz da Terra, é a estrela mais parecida com o Sol conhecida no universo até hoje. E a mais antiga também: 4 bilhões de anos mais velha.

O estudo foi feito com o Very Large Telescope (VLT) do European Southern Observatory (ESO), equipamento que permite examinar com detalhes as gêmeas solares. “Há décadas que os astrônomos procuram estrelas gêmeas do Sol, de modo a conhecer melhor a nossa própria estrela, que é responsável por toda a vida em nosso planeta”, diz Jorge Melendez, da Universidade de São Paulo, líder da equipe. Segundo o astrônomo, a busca pelas estrelas do tipo pode ajudar a entender como o Sol vai ficar quando envelhecer.

12 de janeiro de 2014

Nave com ingredientes para fazer cerveja chega hoje à estação espacial

Foguete Antares foi lançado pouco depois das 16h (de Brasília)
Chega neste domingo à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) a nave Cygnus, com os ingredientes para que os astronautas preparem cerveja no espaço. Curiosamente, o objetivo não é deixar ninguém bêbado. Pelo menos, não a princípio.
O experimento proposto por uma criança de 11 anos - o americano Michal Bodzianowski - visa criar uma alternativa para o caso de a água da estação precisar ser purificada. "Se toda a água da estação ficar contaminada, produzir cerveja a partir dessa água vai purificá-la, e o processo será relativamente mais barato do que purificá-la com tabletes especiais, que podem não durar muito tempo", diz o projeto.

8 de janeiro de 2014

O que aprendemos com o fim do ISON


Cometa c/2012 S1, também conhecido como Ison
Cientistas não ficaram nada gratos no Dia de Ação de Graças (28 de novembro) deste ano, quando assistiram ao famoso Cometa c/2012 S1, também conhecido como Ison, expirar durante sua flamejante passagem pelo Sol. Mas observar o Ison encontrar seu destino ensinou aos pesquisadores sobre a estrutura e composição do cometa e lhes deu uma imagem mais clara de porquê ele se partiu perto do Sol. 

O cometa Ison era um intruso raro no sistema solar, vindo da distante Nuvem de Oort, uma esfera de cometas que circunda o Sol e planetas a cerca de um ano-luz de distância. Sua trajetória o levou a apenas três raios solares de distância da superfície do Sol, o que o colocava em uma classe de cometas ousados chamada de “cometas rasantes”. 

Matéria escura nas proximidades da Terra tem nova previsão

Acredita-se que a matéria escura constitua quase 27%
 da massa e energia totais do Universo
Bilhões de partículas da invisível “matéria escura” provavelmente estão atravessando seu corpo neste exato momento, passando pelo o espaço entre seus átomos sem deixar um único rastro. De acordo com a concepção convencional, essas partículas seriam menos frequentes durante o inverno boreal e deveriam atingir seu pico por volta de 1º de junho. Mas um novo estudo sugere que esse cálculo está muito errado; o verdadeiro pico ocorre no começo do mês de março. 

Acredita-se que a matéria escura constitua quase 27% da massa e energia totais do Universo, mas sua natureza é um mistério. Uma das melhores ideias da física é que essa matéria seja composta por partículas teóricas chamadas de WIMPs (partículas massivas de interação fraca, em inglês), mas até agora as WIMPs não foram detectadas. Seja o que for a matéria escura, ela parece se aglomerar em grandes nuvens chamadas de halos que abarcam galáxias, incluindo nossa própria Via Láctea. Conforme o sistema solar faz sua progressão regular pela Via Láctea, ele passa por esse halo, fazendo com que matéria escura bombardeie o Sol e os planetas com um “vento” estável, da mesma forma que mosquitos atingem o para-brisa de um carro em movimento. 

6 de janeiro de 2014

Cometa 209P/LINEAR poderá causar uma das maiores chuvas de meteoros já observadas

Órbita do cometa 209P/LINEAR / NASA
Em 2013, ISON era a 'bola da vez', e todos os olhos estavam voltados à ele. Agora, em 2014, um dos cometas que promete um grande espetáculo é o 209P/LINEAR, que fará a maior aproximação da Terra dos últimos 30 anos e poderá causar uma das maiores chuvas de meteoros já observadas.

Uma a cada cinco estrelas tem um planeta habitável


Segundo um novo estudo publicado na revista PNAS, astrônomos estimam que uma a cada cinco das 100 bilhões de estrelas em nossa galáxia hospeda um planeta potencialmente habitável.


Usando dados do telescópio espacial Kepler, da NASA, cientistas argumentam que um quinto das estrelas como o nosso sol deve abrigar um mundo do tamanho da Terra, localizado na sua “zona habitável”, a distância da estrela que permite a existência de água líquida, ingrediente chave para a vida. “O que isto significa é que, quando você olha para as milhares de estrelas no céu noturno, a estrela semelhante ao sol mais próxima com um planeta do tamanho da Terra na zona habitável está provavelmente a apenas 12 anos-luz de distância e pode ser vista a olho nu”, disse um dos autores do estudo, Erik Petigura, da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA).

Universo pode ser DEZ VEZES maior do que pensamos


Realizar uma estimativa da quantidade de matéria bariônica no universo é um dos trabalhos dos astrônomos. Um dos métodos para tanto envolve contar as galáxias visíveis em uma região do céu, estimar sua massa através do brilho que elas apresentam, e depois extrapolar o número encontrado para o resto do céu.
As estimativas que os astrônomos chegaram envolvem os seguintes números:

A Teoria da Relatividade de Einstein será testada no espaço


Einstein morreu há 55 anos e, depois desse período, cientistas irão testar uma de suas principais teorias – a da relatividade. Três naves espaciais irão estar a uma distância de cinco milhões de quilômetros uma das outras e, quando chegarem a essa marca, elas irão disparar lasers na direção de suas “companheiras”.

5 de janeiro de 2014

Cometa pode se chocar com Marte em 2014

Um cometa recém-descoberto parece estar a caminho de passar muito perto do planeta Marte em outubro de 2014, e existe uma chance – ainda que pequena – de colidir com o planeta.
O novo cometa C/2013 A1 (Siding Spring) foi descoberto em 3 de janeiro de 2013 pelo astrônomo escocês-australiano Robert H. McNaught, um prolífico observador de cometas e asteroides que tem 74 descobertas de cometas no currículo. 


Asteroide 2014 AA queima na atmosfera da Terra horas depois de ter sido descoberto


Essa foi somente a segunda vez na história, que um asteroide que atingiu a Terra foi detectado horas antes do impacto. Mas não entre em pânico. O asteroide não colocou nenhuma cidade na Terra em perigo, ele muito provavelmente se queimou em algum lugar entre a África e a América do Sul sobre o Oceano Atlântico na madrugada dessa quinta feira, dia 2 de Janeiro de 2014. O asteroide 2014 AA, o primeiro asteroide descoberto no ano, foi registrado pelos astrônomos usando o telescópio Monte Lemmon Survey no Arizona. Como apontado pela imprensa especializada o asteroide media poucos metros de comprimento. Porém, não importa o seu tamanho, quando ele entrou na atmosfera da Terra, ele queimou como um meteoro.
 

Brasileira pré-selecionada para missão a Marte quer ir aonde ninguém foi

Foto: AFP
Priscila Justus Hamad, catarinense de Joinville, está entre os pré-selecionados pela organização Mars One para uma viagem sem volta para Marte. Para a engenheira, a viagem será um desafio.  "A princípio, vamos trabalhar e viver dentro dos habitats. Vai ter os suprimentos iniciais, mas o desafio vai ser cultivar os nossos alimentos lá, buscar água, fontes necessárias para sobrevivência", diz ao Jornal do Almoço, da RBS TV.​

4 de janeiro de 2014

Imagem da Nebulosa Carina marca inauguração de telescópio


A Nebulosa Carina, pelo VLT Survey Telescope
Foto: ESO / Divulgação
Uma nova imagem da Nebulosa Carina, uma região de formação estelar, foi capturada pelo VLT Survey Telescope, situado no Observatório do Paranal do Observatório Europeu do Sul (ESO) e divulgada hoje por ocasião da inauguração do telescópio em Nápoles. Esta imagem foi obtida com a ajuda de Sebastián Piñera, Presidente do Chile, durante visita ao observatório.
O mais recente telescópio instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, o VLT Survey Telescope (VST, telescópio de rastreio do VLT), foi inaugurado no Instituto Nacional de Astrofísica italiano (INAF), no Observatório de Capodimonte, em Nápoles, Itália. A cerimônia contou com a presença do Presidente da Câmara de Nápoles, Luigi De Magistris, o Presidente do INAF, Giovanni Bignami, os representantes do ESO, Bruno Leibundgut e Roberto Tamai, e o principal promotor do telescópio, Massimo Capaccioli, da Universidade de Nápoles Federico II e do INAF.
O VST é um telescópio de 2,6 metros, que possui uma câmera de 268 megapixeis, a OmegaCAM. Foi concebido para mapear o céu rapidamente e com uma excelente qualidade de imagem. Este novo telescópio é o maior telescópio do mundo dedicado exclusivamente a mapear os céus nos comprimentos de onda do visível.
Esta região de formação estelar é uma das mais proeminentes do céu austral, sendo um dos objetos mais frequentemente observados. Foi o tema de muitas imagens anteriores obtidas com os telescópios do ESO. No entanto, a nuvem de gás brilhante é enorme e por isso torna-se difícil estudar mais do que uma pequena parte de uma só vez, com o auxílio dos maiores telescópios. Este fato torna-a o alvo ideal para o VLT Survey Telescope e a sua câmera gigante, a OmegaCAM. O VST obtém imagens muito nítidas devido à alta qualidade da sua óptica e ao local excelente onde se encontra. E uma vez que foi concebido para rastreios do céu, possui também um enorme campo de visão, o que lhe permite obter a imagem de quase toda a Nebulosa Carina apenas com uma exposição.
A Nebulosa Carina é uma enorme maternidade estelar que se situa a cerca de 7500 anos-luz de distância, na constelação Carina. Esta nuvem de gás e poeira brilhante é uma das regiões de formação estelar mais próximas da Terra e possui várias das estrelas mais brilhantes e de maior massa que se conhecem. A Nebulosa Carina é um laboratório perfeito para estudar os nascimentos violentos e a vida inicial das estrelas.
A proeminente cor vermelha que aparece na imagem vem do hidrogênio gasoso que se encontra na nebulosa e que brilha sob a intensa radiação ultravioleta emitida por imensas estrelas jovens e quentes. Outras cores, originada em outros elementos químicos, são igualmente visíveis, assim como muitas nuvens de poeira. Mesmo por cima do centro da imagem encontra-se a estrela brilhante Eta Carinae. Esta estrela enorme e altamente instável tornou-se visivelmente mais brilhante no século XIX e é uma boa candidata a uma futura explosão de supernova.

Cientistas criam robô que escala paredes como lagartixa

Inspirados na lagartixa, cientistas desenvolveram um robô semelhante a um tanque de guerra, capaz de escalar paredes verticais e deslizar sobre beiradas íngremes sem usar ventosas de sucção, cola ou quaisquer líquidos para aderir à superfície.
A máquina, de 240 gramas, tem trilhos cobertos com microfibras inspiradas nos pêlos das patas da lagartixa, que consegue escalar janelas e atravessar paredes sem maiores esforços. O lagarto consegue fazer o truque graças a milhares de pêlos ultrafinos, denominados setae, que interagem com a superfície, criando uma atração molecular conhecida na física como força de van der Waals.
Robô inspirado em lagartixa pode subir paredes verticais e deslizar sobre beiradas íngremes (AFP)
Descrito na edição de terça-feira da revista britânica Smart Materials and Structure, o robô tem trilhos guarnecidos com protuberâncias no formato de cogumelos, dotadas de microfibras de polímero medindo apenas 0,017 milímetros de largura por 0,01mm de altura — o fio de cabelo humano tem cerca de 0,1 milímetro de espessura.