24 de janeiro de 2014

Stephen Hawking diz que buracos negros não existem


Stephen Hawking chocou a comunidade científica dizendo que buracos negros não existem, pelo menos não na forma como nós o entendemos atualmente. O renomado físico explica que a ideia do chamado horizonte de eventos, o limite pelo qual a luz ou qualquer objeto quando passa não pode voltar, está errada.

23 de janeiro de 2014

Uma nova imagem da Nebulosa da Lagoa


Esta nuvem gigante de gás e poeira, além de estar formando estrelas jovens intensamente brilhantes, alberga no seu interior enxames estelares jovens. A imagem é apenas uma pequeníssima fração de um dos onze rastreios públicos que estão sendo realizados pelos telescópios do ESO. No seu conjunto, estes telescópios estão obtendob uma vasta quantidade de dados, que vão sendo postos à disposição da comunidade astronômica do mundo inteiro.

Nova pesquisa conclui que o universo é infinito


Uma grande pesquisa cosmológica, a “Baryon Oscillation Spectroscopic Survey (BOSS) Collaboration”, anunciou os pré-resultados do seu estudo recentemente. Mesmo faltando coletar dados de 10% das galáxias que o programa pretende examinar, seus pesquisadores dizem que já é possível fazer certas análises e chegar a uma conclusão importantíssima: a de que o universo é provavelmente infinito no tempo e no espaço.

Como alimentar uma nave espacial com um buraco negro artificial


Um dos grandes problemas com a exploração espacial é o transporte de combustível. É uma grande bola de neve: para ir mais longe, é necessário mais combustível, que é pesado e reque muito espaço; assim, são necessárias naves maiores que, por seu tamanho e peso, precisarão de ainda mais combustível para se locomoverem. Justamente por ser um impedimento tão significativo, não falta gente tentando superar esse obstáculo.

22 de janeiro de 2014

Revelando uma bolha espacial na madrugada cósmica

Hubble/Subaru/Spitzer (imagem composta de Himiko)
A bolha gigante Himiko, em homenagem a uma lendária rainha do Japão antigo, é uma enorme galáxia com um halo gasoso brilhante e quente que se estende por 55 mil anos-luz.

Himiko está muito distante, vista em um momento cerca de 800 milhões de anos após o Big Bang, quando o Universo tinha apenas 6% do seu tamanho e as estrelas e as galáxias presentes estavam apenas começando a se formar. Himiko foi descoberta em 2009 por Masami Ouchi, professor associado do Institute of Cosmic Ray Research da Universidade de Tóquio, usando o telescópio Subaru, no Mauna Kea, no Havaí.

Os filamentos da teia cósmica são revelados por quasar

© UCSC/S. Cantalupo (quasar UM287)
Astrônomos descobriram um quasar distante iluminando uma grande nebulosa de gás difuso, revelando, pela primeira vez, parte da rede de filamentos que pode conectar galáxias em uma teia cósmica. 

As galáxias como a Via Láctea são formadas nos nós dessa rede, onde o gás frio e denso, o combustível para a formação das estrelas, afunila ao longo das intersecções dos filamentos. Mas testes diretos desse modelo anteriormente não tiveram sucesso, mesmo porque nos nós mais densos, o gás da teia cósmica é tão rarefeito que ele emite pouca luz, fazendo com que seja impossível imageá-lo mesmo com os maiores telescópios da Terra. 

Anã marrom fornece dados para o estudo de exoplanetas

Uma equipe de pesquisadores liderada por Justin R. Crepp da Universidade de Notre Dame em South Bend, Indiana, imageou diretamente um raro tipo de anã marrom que pode servir como base para estudar objetos com massa entre as estrelas e os planetas. Os dados iniciais foram obtidos do TaRgetting bENchmark-objects with Doppler Spectroscopy (TRENDS), instalado no Observatório W.M. Keck, em Mauna Kea, no Havaí. Uma pesquisa de alto contraste que usa óptica adaptativa e tecnologias relacionadas para observar objetos apagados e mais velhos orbitando estrelas próximas, e fazer medidas precisas. As anãs marrons emitem pouca luz, pois não queimam hidrogênio e esfriam rapidamente.

18 de janeiro de 2014

Transmissão ao vivo: Sonda Rosetta visitará o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko



Uma das missões mais ambiciosas da história espacial entra em sua fase decisiva na próxima segunda-feira, quando a sonda Rosetta despertará de anos de hibernação para seguir o rastro de um cometa.
"O mais importante despertador do Sistema Solar" vai por fim ao longo sono da sonda Rosetta às 08h00 do dia 20 de janeiro (horário de Brasília), preparando-a para um encontro histórico nos confins do espaço, informou a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).

Quer ter seu nome levado para o espaço?


A Agência Espacial Norte Americana (NASA) está convidando o público de todo o mundo a enviar seus nomes para voar para um asteroide a bordo de uma nave espacial robótica, que deve ser lançada dentro de 2 anos.

OSIRIS - REx irá recolher uma amostra da superfície do asteroide Bennu e trazer a mesma de volta para a Terra, em uma cápsula. O microchip que levará os nomes, entretanto, permanecerá em órbita em torno do Sol.

Ventos cósmicos supersônicos criam gigantes bolhas galácticas

Em 2010, o telescópio de raios gama Fermi, da NASA, revelou uma imagem impressionante de duas bolhas – cada uma com 25 mil anos-luz de altura (juntas medem cerca da metade do diâmetro da nossa galáxia) – que emergem do centro da Via Láctea, uma de cada lado do plano galáctico.

17 de janeiro de 2014

Telescópio mais sensível do mundo vai mapear a Via Láctea em 3D

Telescópio Gaia custou 740 milhões de euros e viajou por três semanas até atingir um ponto estável a 1,5 milhão de quilômetros da Terra

Proxima Centauri, a estrela mais próxima do Sol, vista pelo Hubble

A estrela Proxima Centauri está a meros 4 anos-luz da Terra, tornando-se o vizinho estelar mais próximo do nosso próprio Sol e um alvo perfeito para o Telescópio Espacial Hubble.

Nesta foto do telescópio Hubble, a Proxima Centauri brilha como um brilhante ponto, mas esta aparência é enganadora. Na verdade, a estrela é invisível a olho nu quando vista da superfície da Terra.
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8 coisas que você precisa saber sobre buracos negros


1. O tempo não existe em buracos negros

Um buraco negro é um lugar onde a gravidade é tão grande que acontece a dilatação gravitacional do tempo. Isto faz com que o tempo pare em um buraco negro. Isso forma um horizonte de eventos que delimita o ponto sem retorno. Se um objeto (ou mesmo a luz) o ultrapassa, nunca mais reaparecerá. Essa é a definição básica de acordo com a teoria da relatividade geral de Einstein.

Buracos negros pequenos são mais mortais do que pensávamos



Cientistas descobriram um buraco negro incrivelmente brilhante e energético em uma galáxia a 22 milhões de anos-luz de distância da Terra. Naturalmente, assumiram que era um buraco negro supermassivo. O estranho que é observações mostram que é na verdade muito pequeno – jogando nossas concepções para fora da janela.

Depois de 10 anos em Marte, aqui estão as mais belas fotos tiradas pela NASA

Dez anos atrás, quando as sondas Spirit e Opportunity pousaram em Marte como parte da missão Mars Exploration Rover da NASA, os engenheiros que as projetaram esperavam que cada uma durasse 90 dias marcianos, cerca de três meses no tempo da Terra. Spirit durou notáveis seis anos antes de ficar presa na areia fofa, e, finalmente, perder contato por rádio com seus acompanhantes na Terra.
Comparado à Opportunity, no entanto, Spirit teve um sucesso breve. A centenas de milhões de quilômetros de distância no frio amargo marciano, a sonda continuou colhendo dados – explorando novas áreas, fazendo medições científicas e capturando belas fotos – durante todo este tempo.

Hubble tira a mais profunda fotografia já feita de grupo de galáxias


O telescópio espacial Hubble tirou a fotografia mais profunda de um grupo de galáxias já registrada. Trata-se do aglomerado de galáxias Abell 2744, conhecido como Pandora, que você observa na imagem acima. O apelido Pandora surgiu em decorrência da estranha e violenta história de formação desse aglomerado de galáxias, com muitos fenômenos novos para os astrônomos.

Matéria escura nas proximidades da Terra tem nova previsão

Bilhões de partículas da invisível “matéria escura” provavelmente estão atravessando seu corpo neste exato momento, passando pelo o espaço entre seus átomos sem deixar um único rastro. De acordo com a concepção convencional, essas partículas seriam menos frequentes durante o inverno boreal e deveriam atingir seu pico por volta de 1º de junho. Mas um novo estudo sugere que esse cálculo está muito errado; o verdadeiro pico ocorre no começo do mês de março. 

Acredita-se que a matéria escura constitua quase 27% da massa e energia totais do Universo, mas sua natureza é um mistério. Uma das melhores ideias da física é que essa matéria seja composta por partículas teóricas chamadas de WIMPs (partículas massivas de interação fraca, em inglês), mas até agora as WIMPs não foram detectadas. Seja o que for a matéria escura, ela parece se aglomerar em grandes nuvens chamadas de halos que abarcam galáxias, incluindo nossa própria Via Láctea. Conforme o sistema solar faz sua progressão regular pela Via Láctea, ele passa por esse halo, fazendo com que matéria escura bombardeie o Sol e os planetas com um “vento” estável, da mesma forma que mosquitos atingem o parabrisa de um carro em movimento. 

Buraco negro tem ventos de 32 milhões de km/h


Cientistas calcularam os ventos mias fortes já observados em um buraco negro: 32 milhões de quilômetros por hora (km/h).
Isso representa cerca de 3% da velocidade da luz, e quase 10 vezes mais rápido do que já visto em qualquer outro buraco negro com massa estelar.

Qual é a forma do universo?

Se você pudesse de alguma forma sair do universo, como você o veria? Os cientistas têm lutado com essa questão, fazendo várias medidas diferentes a fim de determinar a geometria do cosmos e se ele irá ou não chegar a um fim. Como se mede a forma do universo? E o que eles descobriram?


De acordo com a teoria da Relatividade Geral de Einstein, o próprio espaço pode ser curvado pela massa. Como resultado, a densidade do universo – a quantidade de massa que espalhou-se por seu volume – determina a sua forma, bem como o seu futuro.

Pesquisa brasileira encontra a mais velha estrela “gêmea” do Sol

Dentro de alguns bilhões de anos, o Sol vai morrer. Mas até lá, a missão dos astrônomos é tentar entendê-lo melhor e desvendar alguns mistérios que o universo ainda guarda. Uma equipe internacional liderada por cientistas do Brasil acaba de anunciar mais um avanço rumo à conclusão desta tarefa. Trata-se da estrela HIP 102152, uma espécie de “irmã gêmea” do Sol.

Como assim irmã gêmea? É assim que a astronomia trata estrelas que têm a mesma massa e composições químicas similares. No caso, a HIP 102152, que fica na constelação de Capricórnio, a 250 anos-luz da Terra, é a estrela mais parecida com o Sol conhecida no universo até hoje. E a mais antiga também: 4 bilhões de anos mais velha.

O estudo foi feito com o Very Large Telescope (VLT) do European Southern Observatory (ESO), equipamento que permite examinar com detalhes as gêmeas solares. “Há décadas que os astrônomos procuram estrelas gêmeas do Sol, de modo a conhecer melhor a nossa própria estrela, que é responsável por toda a vida em nosso planeta”, diz Jorge Melendez, da Universidade de São Paulo, líder da equipe. Segundo o astrônomo, a busca pelas estrelas do tipo pode ajudar a entender como o Sol vai ficar quando envelhecer.

16 de janeiro de 2014

C/2014 A4: Confirmada a descoberta do primeiro cometa brasileiro



Imagem feita pelos astrônomos Ernesto Guido, Nick Howes e Martino Nicolini mostram o cometa C/2014 A4 SONEAR em 14 de janeiro de 2014
Ao que tudo indica, o dia 16 de janeiro entrará para a história da astronomia brasileira. Utilizando um telescópio instalado no interior de Minas Gerais, um grupo de brasileiros conseguiu detectar e confirmar a descoberta do primeiro cometa brasileiro.

Batizado de C/2014 A4 SONEAR, o objeto foi descoberto pelos astrônomos brasileiros Cristovão Jacques, Eduardo Pimentel e João Ribeiro de Barros a partir de imagens feitas no dia 12 de janeiro de 2014. Os registros foram obtidos através de um telescópio de 450 milímetros instalado no observatório SONEAR, localizado na cidade mineira de Oliveira.

15 de janeiro de 2014

Encontrado exoplaneta que gira em torno de Sol como o nosso


Para chegar a esta descoberta inédita, os astrônomos usaram em plena capacidade o instrumento buscador de planetas HARPS, do Telescópio de 3,6 metros da ESO.

Descobriram três exoplanetas em cúmulo
 estelar denominado Messier 67
Astrônomos descobriram pela primeira vez um exoplaneta que gira ao redor de um Sol idêntico ao da Terra, usando o buscador de planetas "Harps" do observatório La Silla, no norte do Chile, informou nesta quarta-feira o Observatório Europeu Austral (ESO).
Os especialistas descobriram três exoplanetas em um cúmulo estelar denominado Messier 67, que contém 500 estrelas, situado a 2.500 anos-luz da Terra na constelação de Câncer e um destes corpos mostrou a particularidade de orbitar um Sol muito similar ao da Terra.

12 de janeiro de 2014

Nova descoberta de pulsar hiper-denso contradiz teoria de Einstein




Um sistema recém-descoberto de duas estrelas anãs brancas e um pulsar deixou os cientistas perplexos. O mais 'inacreditável' é que todo esse sistema cabe em um espaço menor do que o tamanho da órbita da Terra em torno do Sol. Essa nova descoberta permite estudar a fundo e revisar uma das maiores leis Universais existentes: a lei da gravidade.


Originalmente descoberto por um estudante americano usando o Telescópio da Fundação Nacional de Ciência de Green Bank, o pulsar foi encontrado em uma estreita órbita com uma anã branca, e ambos estão na órbita de uma outra estrela anã branca mais distante. Para se ter uma idéia, o pulsar descoberto está a 4.200 anos-luz da Terra, e completa 366 rotações a cada segundo.

Objeto desconhecido orbitando uma estrela desafia os astrônomos

Representação da órbita de ROXs 42Bb


Um objeto relativamente próximo, provavelmente orbitando uma estrela muito jovem a cerca de 440 anos-luz de distância do Sol está desafiando os astrofísicos nos enigmas da formação estelar e planetária. Nomeado ROXs 42Bb por sua proximidade à estrela ROXs 42B (imagem abaixo), o objeto tem aproximadamente nove vezes a massa de Júpiter, abaixo do limite que a maioria dos astrônomos usam para distinguir planetas e anãs marrons. No entanto, ele está localizado a uma distância 30 vezes maior de sua estrela se comparada com a distância de Júpiter com o Sol.

Nave com ingredientes para fazer cerveja chega hoje à estação espacial

Foguete Antares foi lançado pouco depois das 16h (de Brasília)
Chega neste domingo à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) a nave Cygnus, com os ingredientes para que os astronautas preparem cerveja no espaço. Curiosamente, o objetivo não é deixar ninguém bêbado. Pelo menos, não a princípio.
O experimento proposto por uma criança de 11 anos - o americano Michal Bodzianowski - visa criar uma alternativa para o caso de a água da estação precisar ser purificada. "Se toda a água da estação ficar contaminada, produzir cerveja a partir dessa água vai purificá-la, e o processo será relativamente mais barato do que purificá-la com tabletes especiais, que podem não durar muito tempo", diz o projeto.

9 de janeiro de 2014

Cientistas medem distância entre galáxias com precisão inédita


Andrômeda está na vizinhança da Via Láctea. 
Cientistas conseguiram medir com precisão galáxias muito mais distantes
Foto: Nasa / Divulgação
Cientistas mediram as distâncias entre galáxias no universo com precisão inédita, de 99%. O levantamento, incrivelmente preciso, abrangendo 6 bilhões de anos-luz, é considerado fundamental para o mapeamento do cosmos e da origem da energia escura.


8 de janeiro de 2014

Instrumento faz primeiras imagens diretas de exoplanetas

Beta Pictoris b, um planeta muito maior que Júpiter, é registrado pelo instrumento GPI ao lado de sua estrela, que tem o brilho escondido e aparece no centro da imagem. O GPI foi criado para registrar exoplanetas Foto: Christian Marois, NRC Canada / Divulgação

Após quase uma década de desenvolvimento, o instrumento Gemini Planet Imager (GPI) começou a coletar luz de mundos distantes. O equipamento foi desenvolvido, construído e otimizado para registrar planetas fora do Sistema Solar. Além disso, ele deve estudar discos de poeira ao redor de jovem estrelas, onde podem nascer novos planetas.

Operações na Estação Espacial Internacional devem continuar até 2024

A ISS, um projeto de mais de US$ 100 bilhões
que tem a participação de 15 nações
O governo dos americano aprovou o financiamento que permitirá a funcionamento da Estação Espacial Internacional até 2024. O anuncio foi feito pela Nasa nesta quarta-feira.

Os custos da extensão supera  US$ 3 bilhões, uma boa fatia do orçamento de US$ 17 bilhões da NASA.
A ISS, um projeto de mais de US$ 100 bilhões, tem a participação de 15 nações, se desloca a cerca de 27 mil km/h em órbita a cerca de 385 quilômetros da Terra, e teve residentes humanos de forma contínua desde 2000. Atualmente seis astronautas moram na ISS.

Óvni causa espanto, congestiona o tráfego aéreo e cancela voos na Alemanha

Objeto não identificado ficou nos radares por cinco horas. Morador conta que ele sobrevoou sua casa por 4 vezes
Aeroporto de Bremen, na Alemanha

Voos foram prejudicados no Aeroporto de Bremen, Alemanha, depois que um óvni (objeto voador não identificado) apareceu nos radares. Um voo foi cancelado, um desviado e outros atrasados aconteceram depois que o óvni surgiu nas telas do aeroporto entre as 16h30 e 21h30 locais na segunda, segundo a Euro News. 

O que aprendemos com o fim do ISON


Cometa c/2012 S1, também conhecido como Ison
Cientistas não ficaram nada gratos no Dia de Ação de Graças (28 de novembro) deste ano, quando assistiram ao famoso Cometa c/2012 S1, também conhecido como Ison, expirar durante sua flamejante passagem pelo Sol. Mas observar o Ison encontrar seu destino ensinou aos pesquisadores sobre a estrutura e composição do cometa e lhes deu uma imagem mais clara de porquê ele se partiu perto do Sol. 

O cometa Ison era um intruso raro no sistema solar, vindo da distante Nuvem de Oort, uma esfera de cometas que circunda o Sol e planetas a cerca de um ano-luz de distância. Sua trajetória o levou a apenas três raios solares de distância da superfície do Sol, o que o colocava em uma classe de cometas ousados chamada de “cometas rasantes”. 

Matéria escura nas proximidades da Terra tem nova previsão

Acredita-se que a matéria escura constitua quase 27%
 da massa e energia totais do Universo
Bilhões de partículas da invisível “matéria escura” provavelmente estão atravessando seu corpo neste exato momento, passando pelo o espaço entre seus átomos sem deixar um único rastro. De acordo com a concepção convencional, essas partículas seriam menos frequentes durante o inverno boreal e deveriam atingir seu pico por volta de 1º de junho. Mas um novo estudo sugere que esse cálculo está muito errado; o verdadeiro pico ocorre no começo do mês de março. 

Acredita-se que a matéria escura constitua quase 27% da massa e energia totais do Universo, mas sua natureza é um mistério. Uma das melhores ideias da física é que essa matéria seja composta por partículas teóricas chamadas de WIMPs (partículas massivas de interação fraca, em inglês), mas até agora as WIMPs não foram detectadas. Seja o que for a matéria escura, ela parece se aglomerar em grandes nuvens chamadas de halos que abarcam galáxias, incluindo nossa própria Via Láctea. Conforme o sistema solar faz sua progressão regular pela Via Láctea, ele passa por esse halo, fazendo com que matéria escura bombardeie o Sol e os planetas com um “vento” estável, da mesma forma que mosquitos atingem o para-brisa de um carro em movimento. 

7 de janeiro de 2014

Telescópio descobre fábrica de poeira em supernova

A equipe internacional de astrônomos usou o radiotelescópio Alma, do Observatório Europeu do Sul, para observar pela primeira vez a fábrica de poeira.

A Supernova 1987A: ela fica na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia anã que orbita a Via Láctea
Uma equipe de astrônomos detectou pela primeira vez os restos de uma supernova transbordando uma poeira recém-formada. A descoberta poderá, no futuro, explicar como muitas galáxias se formaram após o Big Bang, a grande explosão que deu origem ao universo.

6 de janeiro de 2014

Descoberto exoplaneta gasoso com massa da Terra

Ilustração do exoplaneta KOI-314c


Uma equipe internacional de astrônomos descobriu o mais leve exoplaneta a ter sua massa e tamanhos medidos.O exoplaneta KOI-314c tem massa similar à da Terra, mas diâmetro 60% maior, o que indica que ele deve ter uma grande e gasosa atmosfera.

"Este planeta tem a mesma massa da Terra, mas certamente não é similar à Terra", diz David Kipping, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, líder do estudo. "Isso prova que não há uma divisão clara entre planetas rochosos como a Terra e planetas leves como mundos de água ou gigantes gasosos."

Terra pode estar cercada de anel de matéria escura


Cientistas acreditam que a matéria escura corresponde a 80% da matéria do universo. Mas, além disso, pouco se sabe sobre esse componente misterioso do cosmos

Satélite em órbita: estudo das órbitas de satélites GPS sugere que o planeta está cercado de um anel de matéria escura, segundo a New Scientist

Cometa 209P/LINEAR poderá causar uma das maiores chuvas de meteoros já observadas

Órbita do cometa 209P/LINEAR / NASA
Em 2013, ISON era a 'bola da vez', e todos os olhos estavam voltados à ele. Agora, em 2014, um dos cometas que promete um grande espetáculo é o 209P/LINEAR, que fará a maior aproximação da Terra dos últimos 30 anos e poderá causar uma das maiores chuvas de meteoros já observadas.

Uma a cada cinco estrelas tem um planeta habitável


Segundo um novo estudo publicado na revista PNAS, astrônomos estimam que uma a cada cinco das 100 bilhões de estrelas em nossa galáxia hospeda um planeta potencialmente habitável.


Usando dados do telescópio espacial Kepler, da NASA, cientistas argumentam que um quinto das estrelas como o nosso sol deve abrigar um mundo do tamanho da Terra, localizado na sua “zona habitável”, a distância da estrela que permite a existência de água líquida, ingrediente chave para a vida. “O que isto significa é que, quando você olha para as milhares de estrelas no céu noturno, a estrela semelhante ao sol mais próxima com um planeta do tamanho da Terra na zona habitável está provavelmente a apenas 12 anos-luz de distância e pode ser vista a olho nu”, disse um dos autores do estudo, Erik Petigura, da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA).

Os cálculos batem: nosso universo pode ser um holograma



Tudo o que você vê, ouve, toca ou cheira pode ser fruto das vibrações de cordas infinitamente finas que existem em um mundo de dez dimensões. Uma espécie de holograma – enquanto o mundo “real” seria um cosmo de uma dimensão e sem gravidade, ditado pelas leis da física quântica. Soa como loucura? Não para o físico teórico Juan Maldacena, que propôs o modelo em 1997.

Universo pode ser DEZ VEZES maior do que pensamos


Realizar uma estimativa da quantidade de matéria bariônica no universo é um dos trabalhos dos astrônomos. Um dos métodos para tanto envolve contar as galáxias visíveis em uma região do céu, estimar sua massa através do brilho que elas apresentam, e depois extrapolar o número encontrado para o resto do céu.
As estimativas que os astrônomos chegaram envolvem os seguintes números:

Estudo descobre que os elétrons são perfeitamente redondos e isto é um problema


Novas medições mostram que os elétrons são perfeitamente redondos. Isso é um problema, porque a descoberta significa que alguma coisa ainda está muito errada com uma teoria crítica que deveria nos dizer por que o universo existe.

A Teoria da Relatividade de Einstein será testada no espaço


Einstein morreu há 55 anos e, depois desse período, cientistas irão testar uma de suas principais teorias – a da relatividade. Três naves espaciais irão estar a uma distância de cinco milhões de quilômetros uma das outras e, quando chegarem a essa marca, elas irão disparar lasers na direção de suas “companheiras”.

5 de janeiro de 2014

Metade da estrelas do tipo do Sol pertencem a sistemas estelares múltiplos

Bill Saxton, NRAO/AUI/NSF   /   Clique na imagem para ampliar
Tobin e uma equipe internacional de astrônomos estudaram estrelas jovens e seus discos de gás e poeira. Essas estrelas observadas estão a cerca de 1.000 anos-luz da Terra, e eles descobriram que duas delas tinham companheiras anteriormente invisíveis.

Cometa pode se chocar com Marte em 2014

Um cometa recém-descoberto parece estar a caminho de passar muito perto do planeta Marte em outubro de 2014, e existe uma chance – ainda que pequena – de colidir com o planeta.
O novo cometa C/2013 A1 (Siding Spring) foi descoberto em 3 de janeiro de 2013 pelo astrônomo escocês-australiano Robert H. McNaught, um prolífico observador de cometas e asteroides que tem 74 descobertas de cometas no currículo. 


Asteroide 2014 AA queima na atmosfera da Terra horas depois de ter sido descoberto


Essa foi somente a segunda vez na história, que um asteroide que atingiu a Terra foi detectado horas antes do impacto. Mas não entre em pânico. O asteroide não colocou nenhuma cidade na Terra em perigo, ele muito provavelmente se queimou em algum lugar entre a África e a América do Sul sobre o Oceano Atlântico na madrugada dessa quinta feira, dia 2 de Janeiro de 2014. O asteroide 2014 AA, o primeiro asteroide descoberto no ano, foi registrado pelos astrônomos usando o telescópio Monte Lemmon Survey no Arizona. Como apontado pela imprensa especializada o asteroide media poucos metros de comprimento. Porém, não importa o seu tamanho, quando ele entrou na atmosfera da Terra, ele queimou como um meteoro.
 

Brasileira pré-selecionada para missão a Marte quer ir aonde ninguém foi

Foto: AFP
Priscila Justus Hamad, catarinense de Joinville, está entre os pré-selecionados pela organização Mars One para uma viagem sem volta para Marte. Para a engenheira, a viagem será um desafio.  "A princípio, vamos trabalhar e viver dentro dos habitats. Vai ter os suprimentos iniciais, mas o desafio vai ser cultivar os nossos alimentos lá, buscar água, fontes necessárias para sobrevivência", diz ao Jornal do Almoço, da RBS TV.​

4 de janeiro de 2014

Imagem da Nebulosa Carina marca inauguração de telescópio


A Nebulosa Carina, pelo VLT Survey Telescope
Foto: ESO / Divulgação
Uma nova imagem da Nebulosa Carina, uma região de formação estelar, foi capturada pelo VLT Survey Telescope, situado no Observatório do Paranal do Observatório Europeu do Sul (ESO) e divulgada hoje por ocasião da inauguração do telescópio em Nápoles. Esta imagem foi obtida com a ajuda de Sebastián Piñera, Presidente do Chile, durante visita ao observatório.
O mais recente telescópio instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, o VLT Survey Telescope (VST, telescópio de rastreio do VLT), foi inaugurado no Instituto Nacional de Astrofísica italiano (INAF), no Observatório de Capodimonte, em Nápoles, Itália. A cerimônia contou com a presença do Presidente da Câmara de Nápoles, Luigi De Magistris, o Presidente do INAF, Giovanni Bignami, os representantes do ESO, Bruno Leibundgut e Roberto Tamai, e o principal promotor do telescópio, Massimo Capaccioli, da Universidade de Nápoles Federico II e do INAF.
O VST é um telescópio de 2,6 metros, que possui uma câmera de 268 megapixeis, a OmegaCAM. Foi concebido para mapear o céu rapidamente e com uma excelente qualidade de imagem. Este novo telescópio é o maior telescópio do mundo dedicado exclusivamente a mapear os céus nos comprimentos de onda do visível.
Esta região de formação estelar é uma das mais proeminentes do céu austral, sendo um dos objetos mais frequentemente observados. Foi o tema de muitas imagens anteriores obtidas com os telescópios do ESO. No entanto, a nuvem de gás brilhante é enorme e por isso torna-se difícil estudar mais do que uma pequena parte de uma só vez, com o auxílio dos maiores telescópios. Este fato torna-a o alvo ideal para o VLT Survey Telescope e a sua câmera gigante, a OmegaCAM. O VST obtém imagens muito nítidas devido à alta qualidade da sua óptica e ao local excelente onde se encontra. E uma vez que foi concebido para rastreios do céu, possui também um enorme campo de visão, o que lhe permite obter a imagem de quase toda a Nebulosa Carina apenas com uma exposição.
A Nebulosa Carina é uma enorme maternidade estelar que se situa a cerca de 7500 anos-luz de distância, na constelação Carina. Esta nuvem de gás e poeira brilhante é uma das regiões de formação estelar mais próximas da Terra e possui várias das estrelas mais brilhantes e de maior massa que se conhecem. A Nebulosa Carina é um laboratório perfeito para estudar os nascimentos violentos e a vida inicial das estrelas.
A proeminente cor vermelha que aparece na imagem vem do hidrogênio gasoso que se encontra na nebulosa e que brilha sob a intensa radiação ultravioleta emitida por imensas estrelas jovens e quentes. Outras cores, originada em outros elementos químicos, são igualmente visíveis, assim como muitas nuvens de poeira. Mesmo por cima do centro da imagem encontra-se a estrela brilhante Eta Carinae. Esta estrela enorme e altamente instável tornou-se visivelmente mais brilhante no século XIX e é uma boa candidata a uma futura explosão de supernova.

Cientistas criam robô que escala paredes como lagartixa

Inspirados na lagartixa, cientistas desenvolveram um robô semelhante a um tanque de guerra, capaz de escalar paredes verticais e deslizar sobre beiradas íngremes sem usar ventosas de sucção, cola ou quaisquer líquidos para aderir à superfície.
A máquina, de 240 gramas, tem trilhos cobertos com microfibras inspiradas nos pêlos das patas da lagartixa, que consegue escalar janelas e atravessar paredes sem maiores esforços. O lagarto consegue fazer o truque graças a milhares de pêlos ultrafinos, denominados setae, que interagem com a superfície, criando uma atração molecular conhecida na física como força de van der Waals.
Robô inspirado em lagartixa pode subir paredes verticais e deslizar sobre beiradas íngremes (AFP)
Descrito na edição de terça-feira da revista britânica Smart Materials and Structure, o robô tem trilhos guarnecidos com protuberâncias no formato de cogumelos, dotadas de microfibras de polímero medindo apenas 0,017 milímetros de largura por 0,01mm de altura — o fio de cabelo humano tem cerca de 0,1 milímetro de espessura.

Marcas escuras sugerem água corrente em Marte, diz Nasa

Marcas escuras aparecem e desaparecem sazonalmente em uma região próxima ao equador marciano, o que sugere a existência de água salgada corrente em Marte, afirma a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana).
Nasa/JPL-Caltech/Univ. do Arizona
As imagens de alta resolução da câmera da sonda Mars Reconnaissance Orbiter  mostram o aparecimento das estrias pelas encostas durante os meses mais quentes e o desaparecimento durante os meses mais frios. 
"A superfície da região equatorial de Marte é tida como seca, livre de água líquida ou congelada, mas nós talvez tenhamos que repensar isso", afirma Alfred McEwen da Universidade do Arizona, principal pesquisador das imagens da sonda e autor de estudo sobre as correntes equatoriais de marte na Nature Geoscience nesta terça-feira (10).
Vales que se assemelham a marcas deixadas por rios no passado já foram encontrados em Marte, inclusive um lago capaz de abrigar vida. A grande novidade agora é que água pode existir hoje no planeta vermelho, que é seco e tem uma atmosfera muito fina, que não favorece o aparecimento de água líquida. Mas, os novos sinais sugerem que água pode correr em Marte de tempos em tempos.